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Curiosidades

Orixás e dias da semana: qual Orixá rege cada dia na Umbanda

21 de outubro de 2026 · 6 min de leitura

Na Umbanda, cada dia da semana está ligado à energia de um ou mais Orixás. Essa relação orienta os dias das giras, as cores das roupas, as velas acesas e as orações feitas pelos umbandistas. Conhecer o Orixá de cada dia ajuda a organizar a vida espiritual e a aproveitar melhor a energia de cada momento. Neste texto, você encontra a correspondência mais comum entre os Orixás e os dias da semana e entende por que ela pode variar entre os terreiros.

Tabela dos Orixás e dias da semana

Dia Orixás e linhas mais comuns na Umbanda Cor de vela
Segunda-feira Exu, Omulu e Obaluaiê, Pretos-Velhos e as almas Branca, preta e vermelha
Terça-feira Ogum, e em algumas casas Oxumaré e Nanã Vermelha ou azul-escuro
Quarta-feira Xangô e Iansã, e em algumas casas Obá Marrom, amarela e vermelha
Quinta-feira Oxóssi, Caboclos, Ossaim e Logunedé Verde
Sexta-feira Oxalá Branca
Sábado Iemanjá, Oxum e Nanã Azul-clara, amarela e lilás
Domingo Ibeji e as Crianças, e em algumas casas Oxalá Rosa e azul-clara

Segunda-feira: dia de Exu, Omulu e das almas

A segunda-feira é o dia de começar a semana pedindo licença e proteção. É dedicada a Exu, guardião dos caminhos, que abre a semana para que tudo flua. Também é o dia de Omulu e Obaluaiê, senhores da cura e da passagem, e das almas, por isso é comum acender velas para os Pretos-Velhos e para os entes queridos que já partiram. Muitos terreiros fazem giras de Exu e de Pretos-Velhos às segundas. É um bom dia para orações de proteção, de abertura de caminhos e de saúde.

Terça-feira: dia de Ogum

A terça-feira é o dia de Ogum, o Orixá guerreiro, do ferro e dos caminhos. É um dia de ação, de luta e de coragem. Muitas pessoas acendem vela vermelha para Ogum às terças, pedindo força para enfrentar os desafios da semana. É um bom dia para começar projetos, resolver pendências e pedir proteção no trabalho. Em algumas casas, Oxumaré e Nanã também são lembrados às terças.

Quarta-feira: dia de Xangô e Iansã

A quarta-feira é dedicada a Xangô, o Orixá da justiça, e a Iansã, a senhora dos ventos e das tempestades. É um dia de equilíbrio, de decisões e de transformações. Muitas pessoas aproveitam a quarta para orações ligadas a questões judiciais, a conflitos e a mudanças de vida. Também é um dia associado à coragem feminina, por causa de Iansã. Em algumas casas, Obá também é celebrada às quartas.

Quinta-feira: dia de Oxóssi e dos Caboclos

A quinta-feira é o dia de Oxóssi, o caçador, senhor das matas e da fartura. Também é dedicada aos Caboclos, que trabalham em sua linha. É um bom dia para pedidos de prosperidade, de conhecimento, de foco e de cura. Muitos terreiros fazem gira de Caboclo às quintas. Ossaim, o senhor das folhas, e Logunedé, filho de Oxóssi, também são lembrados nesse dia em muitas casas.

Sexta-feira: dia de Oxalá

A sexta-feira é o dia de Oxalá, o Orixá maior, pai da criação e senhor da paz. É tradição vestir branco às sextas, evitar carne vermelha e bebidas alcoólicas e reservar um momento para a oração e a reflexão. A sexta é um dia de paz, de limpeza espiritual e de agradecimento pela semana. Muitas pessoas que não são umbandistas também adotaram o costume de usar branco às sextas-feiras.

Sábado: dia de Iemanjá, Oxum e Nanã

O sábado é dedicado às Iabás, as Orixás das águas. Iemanjá, rainha do mar, Oxum, senhora das águas doces, e Nanã, a mais velha, senhora da lama, são celebradas nesse dia. É um dia de acolhimento, de amor, de família, de beleza e de equilíbrio emocional. Muitas pessoas aproveitam o sábado para visitar o mar, rios e cachoeiras, e para fazer banhos de ervas ligados ao amor e à harmonia.

Domingo: dia das Crianças

O domingo é, em muitas casas, o dia de Ibeji e das Crianças, a linha da alegria e da pureza. É um dia de descanso, de família, de brincadeira e de leveza. Em algumas casas, o domingo também é dedicado a Oxalá ou a todos os Orixás. É um bom dia para agradecer, celebrar e estar com quem se ama.

Por que existem variações

As correspondências entre Orixás e dias da semana variam porque a Umbanda se formou a partir de várias tradições e se espalhou pelo Brasil de forma descentralizada. O Candomblé, por exemplo, segue uma organização um pouco diferente, ligada ao calendário iorubá, que tinha semanas de quatro dias. Cada terreiro de Umbanda também desenvolveu seus próprios fundamentos. Por isso, a orientação do seu terreiro deve sempre prevalecer.

Como usar a energia de cada dia

Conhecer o Orixá de cada dia ajuda a organizar as orações, os banhos e as velas. Se você precisa de coragem, a terça-feira, de Ogum, é um bom dia para pedir. Se precisa de paz, a sexta-feira, de Oxalá. Se precisa de amor e harmonia, o sábado, de Iemanjá e Oxum. Essa organização não é uma regra rígida, mas uma forma de se alinhar à energia de cada Orixá. Os pedidos podem ser feitos em qualquer dia, e a sinceridade é sempre o mais importante.

Perguntas frequentes sobre os Orixás e os dias da semana

Qual o dia de Ogum? Terça-feira.

Qual o dia de Oxalá? Sexta-feira.

Qual o dia de Iemanjá? Sábado.

Qual o dia de Exu? Segunda-feira.

Conclusão

Os dias da semana na Umbanda são uma forma de organizar a vida espiritual e de lembrar, a cada dia, a presença de um Orixá diferente. Da segunda-feira de Exu ao domingo das Crianças, cada dia traz uma energia própria, que pode ser aproveitada com orações, velas e atitudes. Conhecer essa correspondência ajuda a viver a fé no cotidiano, sempre com respeito aos fundamentos do terreiro.

A semana no Candomblé

No Candomblé de nação Ketu, a organização é parecida, mas com algumas diferenças. A segunda-feira é de Exu e Omulu, a terça de Ogum e Oxumaré, a quarta de Xangô e Iansã, a quinta de Oxóssi e Logunedé, a sexta de Oxalá, o sábado de Iemanjá e Oxum e o domingo, em muitas casas, de todos os Orixás. A semana iorubá tradicional tinha quatro dias, cada um dedicado a um grupo de divindades, e a adaptação à semana de sete dias aconteceu no Brasil.

As cores de roupa de cada dia

Muitos umbandistas escolhem a cor da roupa de acordo com o Orixá do dia. Branco na sexta-feira, para Oxalá, é o costume mais conhecido. Mas há quem use vermelho ou azul na terça, para Ogum, verde na quinta, para Oxóssi, azul-claro no sábado, para Iemanjá, e amarelo para Oxum. Essa prática é uma forma simples de manter a lembrança do Orixá ao longo do dia.

Datas especiais ao longo do ano

Além dos dias da semana, cada Orixá tem datas especiais no calendário. Ogum é celebrado em 23 de abril, Oxóssi em 20 de janeiro, Xangô em 30 de setembro, Iansã em 4 de dezembro, Oxum em 8 de dezembro, Iemanjá em 2 de fevereiro, Omulu em agosto, Nanã em 26 de julho e os Ibejis em 27 de setembro. Essas datas costumam acompanhar o calendário dos santos católicos com quem os Orixás foram sincretizados.

Seguir o Orixá de cada dia não exige rituais complicados. Uma vela, uma oração curta ou a escolha da cor da roupa já são formas simples de manter essa ligação ao longo da semana, sempre com respeito aos fundamentos da casa que você frequenta.